Festas Juninas começam na gôndola: o calendário de ofertas que a maioria monta tarde demais
As Festas Juninas movimentam o varejo alimentar por quase um mês. Veja como montar o calendário de ofertas em três ondas de consumo e não vender no susto.
Festas Juninas começam na gôndola: o calendário de ofertas que a maioria monta tarde demais
Quando o cliente entra na loja em pleno mês de junho procurando milho, amendoim e canjica, a festa já começou — e quem só montou a seção de produtos juninos naquela semana está vendendo no susto. As Festas Juninas movimentam o varejo alimentar brasileiro por quase um mês inteiro, mas o dinheiro de verdade está na preparação que acontece antes.
A maioria das padarias e supermercados de bairro trata a data como um evento de uma semana. Na prática, ela é uma trilha de seis semanas, com momentos de compra diferentes em cada fase.
O que é o calendário junino de verdade
O calendário junino não é "a semana de São João". É uma sequência de ondas de consumo que vai do fim de maio até o começo de julho:
- Primeira onda (fim de maio): o cliente que organiza festa em casa ou na escola dos filhos começa a comprar os não-perecíveis — amendoim, fubá, paçoca, pipoca, bebida.
- Segunda onda (início a meados de junho): o pico. Quentão, canjica, milho verde, pinhão e produtos para quentes e doces típicos. É quando o fluxo de loja é maior.
- Terceira onda (depois do São João, fim de junho): as festas de arraiá atrasadas, de igrejas e escolas que fazem evento no fim do mês. Quem ainda tem estoque vende; quem não planejou já jogou produto fora.
Cada onda tem um produto âncora diferente. Tratar tudo como um bloco só é o que faz a loja perder venda no começo e sobrar estoque no fim.
Por que montar tarde custa caro
Três coisas acontecem com quem só monta a seção junina em cima da hora:
- Perde a primeira onda inteira. O cliente que planeja festa compra com antecedência. Se a sua gôndola não tem amendoim e fubá no fim de maio, ele compra no concorrente que tem — e provavelmente leva o resto da lista junto.
- Compra do fornecedor no pior preço. Quem corre atrás de estoque em junho paga mais caro e tem menos opção. O planejamento antecipado é o que garante margem.
- Erra a quantidade. Sem histórico organizado, a loja chuta o volume. Sobra do que não vende, falta do que voa.
A diferença entre a loja que lucra na Festa Junina e a que só sobrevive a ela está em quem montou o calendário em maio, não em junho.
Como montar o calendário, semana a semana
Um planejamento junino simples cabe em quatro passos:
- Olhe o que vendeu no ano passado. Quais produtos juninos saíram, em que semana, em que quantidade. Esse é o ponto de partida — não o achismo.
- Monte a trilha de ofertas por onda. Não-perecíveis em destaque no fim de maio; produtos de quente e doce no pico de junho; queima de estoque controlada no fim do mês.
- Comunique antes de cada onda. O encarte da primeira onda sai no fim de maio, não em junho. Cada comunicação antecede a onda que ela serve.
- Acompanhe e ajuste. Se um produto está saindo mais rápido que o previsto, reforça. Se está parado, antecipa a promoção antes de virar perda.
Onde o Clubvarejo entra
Saber o que cada cliente comprou na Festa Junina do ano passado é o que transforma o calendário de chute em estratégia. Esse é o tipo de leitura que um CRM de varejo faz a partir do histórico de compra.
Com o Clubvarejo, a loja consegue identificar quem comprou produtos juninos no ano anterior e comunicar a esses clientes primeiro, ainda na primeira onda — quando eles estão começando a planejar. Em vez de um encarte genérico para toda a base, a oferta certa vai para quem já demonstrou que compra na época. E no fim do período, os dados mostram o que girou e o que sobrou, alimentando o planejamento do ano seguinte.
Conclusão
Festa Junina não se ganha em junho. Se ganha em maio, montando o calendário enquanto o concorrente ainda nem pensou no assunto. A loja que entende as três ondas de consumo — e comunica antes de cada uma — é a que termina o período com a gôndola limpa e a margem intacta.