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Campanha de Dia dos Pais no Varejo Alimentar: 7 Estratégias para Vender Mais em 9 de Agosto

Por Equipe ClubVarejo 03 de agosto de 2026
Campanha de Dia dos Pais no Varejo Alimentar: 7 Estratégias para Vender Mais em 9 de Agosto
Supermercados crescem cerca de 8% na semana do Dia dos Pais, segundo o ICVA. 7 estratégias de kit, preço-âncora, segmentação e cadastro para a data.

Campanha de Dia dos Pais no Varejo Alimentar: 7 Estratégias para Vender Mais em 9 de Agosto

Imagine a cena. Sábado, 8 de agosto, 10h40 da manhã. Um cara de bermuda entra na sua loja com o celular na mão e uma missão vaga: "preciso comprar alguma coisa para o meu pai amanhã".

Ele não sabe o que quer. Ele pesquisou no Google às 7h da manhã, provavelmente algo como "presente para pai que gosta de churrasco", e chegou até você porque a sua loja é a que fica no caminho. Ele vai passar 22 minutos andando pelos corredores. Vai olhar a picanha, vai olhar a cerveja, vai pegar o carvão, vai desistir do vinho e vai embora com R$180 no cartão achando que resolveu.

Agora a pergunta que interessa: quanto desses R$180 era planejamento seu, e quanto foi sorte?

Porque essa é a diferença entre uma loja que "vende bem no Dia dos Pais" e uma loja que tem uma campanha de Dia dos Pais. A primeira depende do fluxo. A segunda decide o que vai acontecer com o fluxo.


Por que essa data merece mais atenção do que você dá a ela?

O Dia dos Pais carrega uma fama injusta de "Dia das Mães fraquinho". Os números de 2026 dizem outra coisa, e dizem algo bem específico sobre o varejo alimentar.

Comece pelo tamanho do bolo. A FecomercioSP projeta um crescimento de apenas 0,7% nas vendas do varejo em razão da data. Um número tímido, freado pelo endividamento das famílias (81,6% segundo a Peic/CNC) e pelos juros altos. No digital a história é outra: a projeção é de R$ 10,56 bilhões, alta de 10,81%. Nos shoppings, R$ 4,45 bilhões com ticket médio de R$ 218,26.

Média baixa, digital alto. Traduzindo: o dinheiro existe, mas está mais seletivo e mais pesquisado do que nunca.

E aqui está o dado que muda o jogo para quem vende comida. Segundo o ICVA (Índice Cielo do Comércio Varejista Ampliado), na semana do Dia dos Pais os supermercados crescem cerca de 8%, atrás apenas de farmácias (+12%) e bem à frente de vestuário (+2,9%) e móveis e eletro (+3,6%).

Faz todo sentido quando você para para pensar. Perfume, tênis e smartwatch são o presente. Mas o almoço é a comemoração, e a comemoração acontece em casa. Presente é opcional. Churrasco não é.

Isso significa que a sua loja não está competindo com a Amazon pelo presente. Você está competindo pela mesa. É uma disputa muito mais fácil de ganhar.


O que o Brasil está digitando no Google esta semana

Antes de montar qualquer campanha, vale olhar para a linguagem real do consumidor. As buscas relacionadas ao Dia dos Pais que mais crescem no Brasil neste momento se organizam em quatro blocos bem definidos:

1. Busca por ideia (quem não sabe o que dar)

  • "ideias de presente para o dia dos pais"
  • "o que dar de presente para o pai"
  • "presente criativo para pai"
  • "presente barato dia dos pais"

2. Busca por perfil (o consumidor já se conhece)

  • "presente para pai que gosta de churrasco"
  • "presente para pai que tem tudo"
  • "ideias de presente para pai tecnológico"
  • "presente criativo para pai de pet"

3. Busca por ocasião, o bloco do varejo alimentar

  • "kit churrasco dia dos pais"
  • "cesta de café da manhã dia dos pais"
  • "almoço de dia dos pais"
  • "cardápio dia dos pais"
  • "sobremesa fácil dia dos pais"

4. Busca por preço (a mais subestimada)

  • "promoção dia dos pais supermercado"
  • "picanha promoção"
  • "cerveja em promoção"

Repare no padrão. Três dos quatro blocos são sobre incerteza: o cliente não sabe o que comprar, ele sabe apenas para quem. E o bloco 3 é praticamente uma lista de compras do seu açougue e da sua padaria.

Guarde esses termos. Eles não servem só para SEO. Eles servem para escrever o cartaz da gôndola, o texto do WhatsApp e o nome do combo. Quando você usa exatamente a palavra que o cliente pensou, a conversão sobe sem você mexer em um centavo de preço.


Estratégia 1: Venda a ocasião montada, não os ingredientes soltos

O cliente do bloco 3 não quer comprar carne. Ele quer resolver o almoço de domingo. São coisas diferentes, e a segunda vale mais.

Os itens que efetivamente sobem nessa data são previsíveis: carnes nobres (picanha como âncora absoluta, seguida de fraldinha, maminha, costela e alcatra), linguiças e embutidos, cerveja, vinho, refrigerante, carvão, carvão de novo (você vai faltar carvão), frios, queijos, pão de alho e sobremesa pronta. Em média, essas categorias sobem de 20% a 40% na semana da data.

Agora, em vez de deixar cada um desses itens no seu setor de origem, monte a ocasião:

  • Kit Churrasco do Pai: picanha ou fraldinha + carvão + sal grosso + pão de alho + 6 long necks.
  • Kit Churrasco Econômico: um corte de entrada + linguiça toscana + carvão + refrigerante 2L. (Esse é o que vende mais. Não subestime.)
  • Cesta Café da Manhã do Pai: pão fresco + café especial + manteiga + queijo + frios + um doce + um cartão escrito à mão.
  • Kit Sobremesa Pronta: pudim ou torta + sorvete + calda.
  • Kit Boteco em Casa: cerveja gelada + amendoim + linguiça + queijo coalho + petisco congelado.

Como fazer isso funcionar na prática:

  • Precifique o kit de 10% a 15% abaixo da soma dos itens avulsos e mostre as duas contas no cartaz. A comparação visual é o que converte.
  • Monte uma ilha de "Especial Dia dos Pais" logo na entrada, com os kits prontos e visíveis. Não espalhe pela loja, concentre tudo em um ponto só.
  • Nomeie os kits com as palavras que o cliente busca. "Kit Churrasco do Pai" funciona. "Combo Promocional 3" não funciona.
  • Deixe o kit desmontável. Se o cliente quiser trocar a picanha pela fraldinha, deixe. A ideia é dar o roteiro, não impor.

O ganho aqui não é apenas de ticket. É de tempo de decisão. O cara de bermuda de 10h40 vai pegar o kit inteiro porque ele resolve o problema dele em quinze segundos.


Estratégia 2: Escolha seu produto-âncora e defenda a margem no resto

Toda campanha de data comemorativa precisa de um item que faz o cliente entrar. É o clássico loss leader, e no Dia dos Pais ele tem nome e sobrenome: picanha.

A picanha é o preço que o cliente compara. Ele sabe quanto custava na semana passada, ele viu o encarte do concorrente e ele vai reparar. Segundo pesquisas de intenção de compra para 2026, 78% dos consumidores pesquisam preço antes de comprar e 49% apontam o preço como fator decisivo. Numa categoria tão visível quanto carne nobre, essa comparação é implacável.

Mas aqui está a parte que muita gente erra: você não precisa ser barato em tudo. Você precisa ser barato no que é comparado.

O carvão não é comparado. O sal grosso não é comparado. O pão de alho não é comparado. O molho barbecue, o queijo coalho, o carvão de novo, o guardanapo, a lenha, o acendedor: nada disso está na cabeça do cliente como referência de preço.

Como estruturar:

  1. Defina 5 a 8 itens-âncora de altíssima visibilidade (picanha, cerveja da marca líder, refrigerante 2L) e agressive o preço neles. Aceite margem baixa. Esse é o custo do ingresso.
  2. Suba a margem nos complementares que entram no carrinho por arrasto. Um ponto percentual a mais em quinze itens de baixa sensibilidade paga com folga o desconto da picanha.
  3. Meça a margem da cesta, não a margem do item. A pergunta correta não é "quanto ganho na picanha?", e sim "quanto ganho no carrinho de quem levou a picanha?".
  4. Monitore o concorrente todo dia nessa semana. Preço de carne na semana do Dia dos Pais muda rápido. Ficar 8% acima do vizinho por três dias custa caro.

É exatamente esse cálculo, margem por cesta em vez de margem por SKU e com o preço do concorrente atualizado, que a maioria dos varejistas ainda faz no olho, na véspera, na base do "acho que dá". Dá para fazer melhor.


Estratégia 3: Segmente a base por perfil de pai (você já tem os dados)

Aqui é onde a campanha deixa de ser um encarte e vira uma campanha de verdade.

O mercado costuma segmentar a data por perfil do homenageado: o tradicional, o churrasqueiro, o vaidoso, o geek, o esportista, o pai de pet. É uma boa lente de marketing, mas para o varejo alimentar existe uma lente muito melhor, e ela está no seu banco de dados: o histórico de compra.

Você não precisa adivinhar se o pai gosta de churrasco. Você sabe quem comprou carvão nos últimos 90 dias.

Segmentações que funcionam nessa data:

  • Compradores de churrasco: comprou carne nobre ou carvão nos últimos 90 dias → oferta de kit churrasco, com o corte que ele costuma levar.
  • Compradores de padaria matinal: frequenta entre 6h e 9h → oferta de cesta de café da manhã.
  • Alto valor, baixa frequência recente: gastava bem e sumiu há 30 ou 60 dias → cupom de resgate mais generoso. A data é o pretexto perfeito para reativar.
  • Compradores de vinho e queijo: ticket alto, sensibilidade a preço baixa → kit premium, sem desconto, com curadoria. Esse cliente compra qualidade, não promoção.
  • Nunca comprou na seção de açougue: cliente que só leva mercearia → oferta de entrada agressiva para experimentar. Expansão de cesta.

Regra de ouro: um cliente, uma oferta. Não mande a lista inteira de promoções para todo mundo. Cinco ofertas genéricas convertem menos do que uma oferta certa. A tentação de "mandar tudo para todos" na semana da data é grande. Resista.


Estratégia 4: Trate o WhatsApp como uma linha do tempo, não como um megafone

O erro clássico de campanha de data comemorativa é concentrar tudo num disparo único na sexta-feira. Todo mundo faz isso. A caixa de entrada do seu cliente vira um muro de encartes e o seu vira mais um.

Distribua ao longo da semana, com papéis diferentes:

Quando Mensagem Objetivo
D-7 (segunda) "Já pensou no almoço de domingo? Encomende sua peça de picanha." Antecipar demanda e planejar compra
D-4 (quinta) Kits montados + preço comparado Apresentar a solução pronta
D-2 (sexta) Oferta segmentada por perfil de compra Conversão principal
D-1 (sábado) "Ainda dá tempo" + horário estendido Capturar o cliente de última hora
D (domingo) Só padaria e conveniência: café da manhã, pão fresco, sobremesa Última venda do dia
D+2 (terça) Agradecimento + cupom de retorno Transformar pico em recorrência

Três detalhes que fazem diferença:

  • Encomenda antecipada é subutilizada e é ouro. Quem encomenda a peça de carne na segunda não compara preço na sexta. Você trava a venda e ainda planeja a compra do açougue com precisão.
  • Sábado é o dia do pânico. A busca por "presente de última hora" explode. Uma mensagem de sábado às 9h com "kits prontos, é só passar e pegar" pega o cliente exatamente no momento da aflição.
  • Estenda o horário e avise. No sábado antes do Dia dos Pais, cada hora extra de porta aberta é faturamento puro, mas só se o cliente souber.

Estratégia 5: Faça o cliente se identificar no caixa (senão nada disso existe)

Vou ser direto: as estratégias 3 e 4 são impossíveis sem identificação no PDV. Se você não sabe quem comprou o quê, não existe segmentação, não existe reativação, não existe medição. Existe só encarte.

E o Dia dos Pais é uma das melhores janelas do ano para engordar a base cadastrada, porque a loja está cheia de gente que normalmente não vem: o filho que veio de outro bairro, o genro, a família toda.

Como capturar sem travar a fila:

  • Ofereça um benefício imediato e concreto no caixa: "Cadastre seu CPF e leve 10% no carvão agora." Desconto na hora converte muito mais do que promessa de pontos futuros.
  • Treine a equipe com uma frase só, igual para todo mundo. Script único, sem improviso.
  • Use o kit como isca de cadastro: preço do kit exclusivo para cliente identificado.
  • Meça a taxa de identificação por operador e mostre o ranking. Vira jogo, e a taxa sobe sozinha.

Um cliente novo capturado no dia 8 de agosto não vale a margem daquela compra. Vale as próximas cinquenta.


Estratégia 6: A campanha não acaba no domingo, ela começa na terça

Aqui está o maior desperdício do varejo alimentar brasileiro em datas comemorativas. A loja lota, o faturamento sobe 8%, todo mundo comemora na segunda-feira. E na terça-feira o movimento volta exatamente ao que era antes.

Você acabou de receber, em uma única semana, uma leva de clientes que não frequentam sua loja. Você tem os dados deles. E não faz nada.

O que fazer com o pico:

  • Separe quem comprou pela primeira vez na semana e dispare uma sequência de boas-vindas na terça: agradecimento + cupom com validade de 15 dias.
  • Identifique quem comprou acima do ticket habitual e ofereça algo relacionado ao que ele levou. Levou vinho e queijo? Ofereça a nova tábua de frios.
  • Prepare a próxima ocasião. Depois do Dia dos Pais vem o Dia do Cliente (15/09) e a Primavera. Quem comprou kit churrasco agora é o primeiro nome da lista da próxima campanha de churrasco.
  • Calcule a taxa de retorno em 30 dias. Esse é o número que diz se a sua campanha foi uma venda ou um investimento.

Pico de venda sem plano de retorno é apenas antecipação de consumo. Com plano de retorno, vira base de clientes.


Estratégia 7: Defina os números antes, não depois

Toda campanha precisa de placar. E o placar do Dia dos Pais não é "vendemos bem".

Meça estes seis:

  1. Faturamento da semana vs. semana equivalente do ano anterior: o crescimento real, não o crescimento sobre uma semana comum.
  2. Ticket médio dos clientes identificados vs. não identificados: o argumento definitivo para investir em cadastro.
  3. Margem da cesta dos compradores do produto-âncora: sua picanha deu lucro na conta cheia?
  4. Taxa de conversão por segmento de WhatsApp: qual perfil respondeu e qual ignorou.
  5. Novos cadastros na semana: o ativo que fica depois que a data passa.
  6. Taxa de retorno em 30 dias dos clientes novos: a única métrica que separa campanha de promoção.

Anote esses seis números em algum lugar até o dia 10 de setembro. Em agosto de 2027, eles valem mais do que qualquer benchmark de mercado, porque são a sua loja, os seus clientes e a sua região.


Conclusão: a data é a mesma para todo mundo. A execução não.

O Dia dos Pais de 2026 vai movimentar bilhões, o supermercado brasileiro vai crescer perto de 8% na semana e a picanha vai sair voando de qualquer forma. Isso não é mérito de ninguém. É calendário.

O mérito está nas escolhas que ninguém vê no encarte: qual item leva o desconto e qual sustenta a margem, qual cliente recebe qual mensagem, quem foi cadastrado no caixa e o que acontece na terça-feira seguinte. É aí que duas lojas com o mesmo fluxo e o mesmo sortimento terminam a semana com resultados completamente diferentes.

Nenhuma dessas sete estratégias exige orçamento de rede grande. Todas exigem saber quem é o seu cliente e o que a sua margem está fazendo enquanto você olha para o volume.

O ClubVarejo ajuda padarias, supermercados e lojas de conveniência a fazer exatamente isso: segmentar a base por comportamento real de compra, disparar campanhas por WhatsApp e SMS para o cliente certo na hora certa, e acompanhar preço e margem por categoria com monitoramento automático da concorrência, tudo integrado ao ERP que você já usa e sem trocar de sistema.

Seu próximo passo: agende uma demonstração gratuita e descubra quanto da sua próxima data comemorativa está sendo decidido no acaso, e quanto poderia estar sendo decidido por você.